Os mais atentos já devem ter observado que em algumas missas o padre usa uma estola branca, em outras usa verde, depois muda para roxo ou vermelho. As alfaias – as toalhas dos altares – também mudam de cor, acompanhando as cores da estola do padre.
(Estamos nos referindo apenas à estola, que é aquela “faixa” de tecido que o padre usa como se fosse um cachecol e que representa a autoridade do seu ministério. Porém, quando o padre veste uma casula, esta também obedece ao mesmo critério das cores)
Por que essas mudanças de cores?
Dentro de sua sabedoria, a Igreja usa de diversos símbolos para falar sobre os diferentes momentos da vida de Jesus. Um desses símbolos é a cor.
Com cada cor litúrgica Igreja quer nos ensinar algo a mais para melhor nos relacionarmos com Jesus Cristo e com os irmãos.
Com as cores: roxa, branca, verde e vermelho, a Igreja sintetiza os principais momentos do ano litúrgico. E, com isso, nos convida a nos aproximarmos mais dos mistérios da vida e missão da Jesus.
O ano litúrgico inicia-se com o Advento. Tempo de reflexão e penitência. Para simbolizar isso a Igreja usa a cor roxa. Por isso o roxo também é usado na Quaresma. Quando o padre atende confissão ou faz as orações junto a uma pessoa que morreu, também usa uma estola roxa.
Seguindo o ano litúrgico, depois do advento vem o Natal e o tempo do Natal. Nesse período a cor é branca. Essa cor, além de simbolizar a paz, para a Igreja também representa a alegria, sinal da ressurreição. O Branco é usado em celebrações festivas: Natal, Páscoa, e nos celebrações de quase todos os santos, com exceção dos santos mártires.
Após o Ciclo do Natal inicia a primeira parte do Tempo Comum, período do Ano Litúrgico em que acompanhamos os diferentes passos e ações de Jesus de Nazaré. No Tempo Comum, usa-se o verde. Essa é a cor da esperança. Quem caminha com Jesus está na estrada da esperança: de seguir seus passos em favor dos irmãos e de acompanhá-lo na estrada para o Reino.
O Tempo Comum é formado de dois momentos. O primeiro, vem logo depois das festas natalinas. Compõe-se de seis ou sete semanas que antecedem ao período da Quaresma. Como vimos, na Quaresma também se usa o roxo.
A Quaresma, assim como o Advento, é um período de preparação: no Advento nos preparamos para receber Jesus menino; na Quaresma nos preparamos para comemorar a ressurreição de Jesus, na grande comemoração da Páscoa.
Porém, antes da Páscoa, ocorre a Semana Santa que começa com a Quinta Feira Santa, na qual a cor é branca, pois trata-se de um dia festivo, uma vez que nesse dia Jesus se entrega como nosso alimento eucarístico. Dia seguinte, Sexta Fira Santa, é o dia da entrega do Senhor. Os paramento e alfaias são vermelhas, simbolizando a entrega da vida, o sangue vertido na cruz. Na noite de sábado, o Sábado Santo, a cor litúrgica é branca, pois é uma celebração de alegria, de vida nova, de plenitude das promessas de Deus.
Além da Semana Santa, o vermelho também é usado nas celebrações dos mártires, por exemplo, São Pedro e São Paulo. Porém as festas de Nossa Senhora a cor litúrgica é branca, pois representa a alegria e a pureza da mãe de Jesus.
Resumindo:
Branco: é a cor de pureza, usa-se nos dias de Nossa senhora, festas alegres da vida de Jesus e dos santos virtuosos;
Verde: é a cor da esperança, usa-se durante o tempo comum, no qual celebramos o cotidiano da vida de Jesus;
Roxo: é a cor da penitência e da reflexão. Usado no Advento, Quaresma, atendimento de confissão e rituais com defuntos;
Vermelho: é a cor da entrega da vida. Com do sangue de Cristo. Usada nas celebrações de santos mártires, semana santa e celebrações que lembram o martírio.
Este circulo colorido, retirado da Internet (https://agenciaparabola.com.br/como-e-dividido-o-ano-liturgico/) , ajuda a entender a organização das cores litúrgicas ao longo do ano.
Neri de Paula Carneiro
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