Não é só dia de jejum. É também dia de nos darmos conta de que Jesus não sofreu somente há 2000 anos, mas continua sendo crucificado nos dias atuais:
por nós, quando não somos solidários para com os que precisam de nós;
pelos políticos, quando enganam e roubam do povo;
pelos magistrados, quando encontram brechas na lei e usam a lei para não fazer justiça;
pelos pais e mães, quando deixam de estabelecer limites aos filhos e eles crescem sem se importar com o “outro”;
pelos jovens, quando consideram mais importante a “curtição” a “balada” do que o estudo e a atenção aos pais…
Sexta Feira Santa é dia de revermos nossas atitudes.
Sexta Feira Santa é, sim o dia de celebrar o Senhor Morto, mas também de percebermos em quais situação o estamos matando hoje.
Na Sexta Feira Santa celebramos o Senhor Morto, mas essa celebração deve ser um convite a nos prepararmos para superar nossas mortes de todo dia e nos encaminharmos para a vida nova na Páscoa definitiva.
E isso tem que ser pensado, principalmente nestes tempos de quaresma/quarentena de recolhimento religioso e de preservação da saúde.
Neri de Paula Carneiro
Mestre em educação, filósofo, teólogo, historiador.
Rolim de Moura - RO
10.4.20
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